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| Em abril do ano 2000, a empresa GMG realizou a primeira experiência de inseminação de fêmeas Nelore com sêmen de Rubia Gallega no Brasil. O projeto iniciou em caráter experimental, na fazenda Mosquera Grandal, no município de Buri, interior de São Paulo. Com autorização do Ministério da Agricultura, foram trazidas em maio de 2000 um total de 1 mil doses de sêmen para testes em 300 fêmeas nelore e alguns exemplares simbrasil. A iniciativa foi realizada em conjunto com a Universidade de Santiago de Compostela, ACRUGA e Conselleria de Política Agroalimentar e Desenvolvimento Rural da Xunta de Galícia. |
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Primeria Experiência
- Foram inseminadas 300 fêmeas nelore com a raça rubia gallega
- Os técnicos acompanharam o desenvolvimento de 200 exemplares ½ sangue rubia desde o primeiro nascimento em 7 de abril de 2001 até o primeiro abate em 29 de junho de 2002
- A média de peso ao nascer ficou entre 28kg e 36kg
- O desmame ocorreu com 210 dias
- O peso médio ao desmame variou de 260kg a 310 kg
- Os animais foram abatidos com 12 meses de idade e média de peso vivo de 458,72kg
- O rendimento médio de carcaça foi de 58,73% |
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Primeiro Abate
No primeiro abate de animais ½ sangue Nelore X Rubia Gallega, realizado em junho de 2002, os resultados foram satisfatórios. O rendimento médio de carcaça chegou a 58,73%, com animais de 12 meses e uma média de peso vivo de 458,72kg.
Amostras da carne produzida no Brasil - com a genética Rubia Gallega - foram levadas a Universidade de Santiago para que fossem analisados.
O responsável pela pesquisa, professor Luciano Sanchez Garcia, especialista em produção animal e qualidades da carne, ficou animado com o resultado dos testes, que revelou excelente quantidade de carne.
A composição tissular da carcaça estava distribuída em 3% de gordura, 14% de osso e 82% de carne.
As carcaças pesaram em média 266,77 kg (o equivalente a 17,78 arrobas)
As primeiras análises indicam um acréscimo de 38 % a mais na produção de carne extra (file mignon e picanha) e cerca de 37 % de carne de primeira, se comparados a um grupo de animais brasileiros que serviram de referência recebendo o mesmo manejo clínico/alimentar fornecido pela Agribrands Purina do Brasil, desde o nascimento até a realização do abate.
Peso Frigorífico
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Peso Carcaça
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Carcaça |
Rendimento |
| 1 |
409,64
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241,50
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16,10 |
58,95 |
| 2 |
455,84
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266,62
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17,77
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58,49 |
| 3 |
479,61 |
284,00
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18,93 |
59,21 |
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Média
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266,77
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17,78 |
58,73 |
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Abrangência
A Rubia Gallega hoje está presente em 13 estados brasileiros, a partir do interesse de pecuaristas, instituições de pesquisa e órgãos oficiais de governo. Veja a Rubia Gallega no mapa:

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O Segundo Abate
No dia 25 de outubro de 2003 foi realizado o segundo abate da história de animais cruzados com Rubia Gallega no Brasil. Foram abatidos animais ½ sangue, resultado do cruzamento industrial de Rubia Gallega com o gado Nelore e Simbrasil. Em alguns casos, a Rubia Gallega foi usada como uma terceira raça em exemplares Nelore x Simental, Nelore X Red Angus e Nelore X Piemontês. O abate de 40 bovinos com genética galega foi realizado no Frigorífico Marfrig, em Promissão, interior de São Paulo, no último sábado, dia 25 de outubro.
O professor da Universidade de Santiago, especialista em produção de carne de qualidade, D. Luciano Sanchez Garcia, veio da Espanha para acompanhar o abate dos exemplares rubia em solo brasileiro. Os bovinos foram abatidos com no máximo 13 meses de idade e a média geral foi de 60,6% de rendimento. Nos animais Nelore/Rubia Gallega a quantidade de carne produzida foi ainda mais alta, 61,3% nos machos, com exemplares que chegaram a marca de 64%.
Para o especialista Luciano Sanchez Garcia, o resultado comprova que os animais com sangue rubia são perfeitamente adaptados ao clima brasileiro e podem ajudar o pecuarista a produzir mais carne, em menos tempo, e com custos mais baixos. Uma das explicações é o resultado que a Rubia Gallega pura já proporciona na Espanha, onde animais são abatidos com no máximo 10 meses de idade (uma exigência do consumidor europeu) produzindo carcaças com peso médio de 247 kg.
O responsável pelo projeto Rubia Gallega no Brasil, Eduardo Grandal, solicitou as empresas parceiras, entre elas a Nutron Alimentos, um estudo econômico para demonstrar a rentabilidade da utilização da genética espanhola no rebanho brasileiro. No abate do último fim de semana, cada animal rendeu em média 16,41 arrobas,
O segundo abate de exemplares com sangue Rubia Gallega no Brasil foi acompanhado por fiscais do Ministério da Agricultura, por produtores e empresários da indústria da carne de outras regiões, além de representantes do Governo do Estado de Santa Catarina. |
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Carne de Qualidade em SC
O Governo do Estado de Santa Catarina está lançando em novembro 2003 o Programa Carne Rubia Gallega de Qualidade. O projeto consiste na utilização da genética da raça espanhola no melhoramento do rebanho bovino de corte catarinense, com acompanhamento de toda a cadeia produtiva da carne. Técnicos do governo catarinense e o governador do Estado Luiz Henrique da Silveira visitaram a Galícia e conheceram de perto o trabalho oficial no desenvolvimento da genética Rubia Gallega. Inicialmente, são beneficiados cerca de 300 produtores de 18 municípios de SC, com apoio das Secretarias de Desenvolvimento Regional de Lages e São Joaquim. A carne produzida a partir da utilização do sêmen de Rubia Gallega no cruzamento industrial vai ser lançada no mercado com uma marca exclusiva, por meio do IGP (Indicação Geográfica Protegida) para comprovar a origem do produto.
Objetivos do projeto em SC:
• Promover a organização de uma cadeia produtiva de carne bovina de qualidade, com denominação de origem.
• Diminuir o êxodo rural
• Proteger a qualidade ambiental existente no Estado
• Disponibilizar ao consumidor alimentos com segurança alimentar
• Aumentar a competitividade da indústria
• Agregar tecnologia e renda ao processo produtivo

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GMG trabalha para novo modelo de carne
O Grupo Pão de Açúcar decidiu investir a longo prazo para mudar o perfil das carnes que, até então, eram oferecidas em suas lojas e, para isso, a rede de hipermercados Extra está à procura de pecuaristas que estejam dispostos a constituir um sistema de produção que priorize a qualidade com responsabilidade sócio-ambiental.
Para o projeto, o Extra fechou um acordo em 2005 com a GMG, que irá fornecer o material genético aos produtores que assinarem contrato com o grupo Extra. A carne será derivada do cruzamento realizado entre animais da raça Nelore e Rubia Gallega- pura de origem da Espanha, região da Galícia.
O fornecimento desse novo tipo de carne irá começar aos poucos em algumas lojas da rede durante o ano de 2007 e pretende expandir-se ao longo de 2008.
O programa, que foi lançado no último trimestre de 2005, tem a meta de atingir a marca de 150 mil fêmeas Nelore inseminadas de Rubia Gallega em 2006.
Para a concretização do programa, diversas reuniões e “dias de campo” estão sendo realizados entre representantes da GMG e do Grupo Pão de Açúcar.
Esse sistema de produção é baseado no modelo já utilizado desde 2002 na Fazenda Mosquera & Grandal, em Buri, no sudoeste de São Paulo. Lá, a GMG já possui diversos resultados de cruzamento de Rubia Gallega com Nelore.
As relações existentes no programa são baseadas no contrato direto do produtor com o Grupo Pão de Açúcar, que pagará ao frigorífico por prestação de serviços para buscar os animais e abatê-los, cabendo a GMG fornecer a genética aos produtores e acompanhar o processo produtivo com diversas visitas anuais

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